PLANO
MICRO
O nível operacional do plano: como a célula de conteúdo produz 30 vídeos por semana em escala industrial, com captação em bloco, roteiros de 37 segundos e distribuição cirúrgica por região.
Escala industrial, mensagem artesanal
O Plano Micro existe para uma só coisa: garantir que a estratégia do Macro vire postagem, todos os dias, sem depender de inspiração. A operação produz 30 vídeos por semana — 5 formatos distribuídos para as 6 regiões — num fluxo previsível e repetível.
O princípio é desacoplar criação de execução: a estratégia define os 5 formatos e os ganchos; a fábrica apenas preenche cada formato com a dor de cada região. Volume vem da repetição estrutural; relevância vem da ambientação local.
Regra-mãe do pipeline. Nada entra na fila de produção sem: (1) região definida, (2) formato definido, (3) dor local validada pelo CRM. Conteúdo genérico sobre "o Estado" é rejeitado na origem.
Da pauta à postagem em 5 estações
A fábrica é uma linha de montagem. As captações são feitas em bloco: num único dia de gravação, o candidato grava os blocos da semana inteira, mudando apenas figurino e cenário. O restante é edição e ambientação por região.
O CRM entrega as dores classificadas por cidade. A célula escolhe as dores da semana por região.
Cada dor entra num dos 5 formatos seguindo a estrutura de 7 passos. Teto rígido de 37s.
Gravação concentrada em 1 dia. Candidato grava todos os blocos; troca cenário e figurino por formato.
Cortes, legendas e inserts locais. Mesmo bloco vira 6 versões — uma por região.
Postagem no calendário diário e impulsionamento segmentado por coorte e região.
Por que captar em bloco
- Protege a agenda do candidato: 1 dia rende a semana.
- Garante consistência de tom, luz e figurino.
- Permite que a edição trabalhe com folga e regionalize sem novas gravações.
Regionalização na edição
- O bloco-base é gravado uma vez; o nome da região e da dor entram em legenda e narração.
- Inserts de imagem da cidade-alvo dão chão local ao vídeo.
- Resultado: 5 blocos → 30 entregas regionalizadas.
Um formato por dia, um nível de consciência
Cada dia útil tem um formato fixo, atacando um estágio do funil — do eleitor que nem conhece Ataídes ao que já está pronto para entrar no grupo.
Reapresentação
Quem é Ataídes — o empresário que gerou emprego. Ancora a trajetória para quem não o conhece.
A Gestão
Autoridade na solução: como a gestão competente resolve saúde, serviços e desperdício.
Escuta
Formato de rua, dinâmico. Pergunta direta para gerar comentários e engajamento orgânico.
Provocação
"Dedo na ferida": anticorrupção e abandono do interior para gerar compartilhamento indignado (dark social).
Convocação
Conversão. Convite direto para entrar na comunidade de WhatsApp da região via link rastreável — o fechamento do funil.
O molde de todo roteiro
Todo vídeo, em qualquer formato, obedece à mesma sequência psicológica. O gancho forte nos primeiros segundos é inegociável — é ele que vence o scroll.
O teto de 37s e o gancho inicial respeitam a racionalidade limitada (Popkin, 1991) e a economia da atenção das plataformas: a retenção dos primeiros 3 segundos define o alcance orgânico e o custo do impulsionamento.
Pergunta ou afirmação que para o dedo. ~3–4s.
Nomeia o problema real do eleitor.
Eleva a emoção: o que está em jogo.
"Sou Ataídes" — quem resolve.
O que será feito, concreto e local.
Comentar, compartilhar ou entrar no grupo.
Assinatura de marca. ~3s.
Checklist de aprovação. Um roteiro só vai pra captação se: ≤ 37s · gancho nos primeiros 3s · dor local nomeada · 1 CTA único · fechamento com assinatura. Faltou um item, volta pra mesa.
Os roteiros, passo a passo
Modelos-base prontos para captação. As regiões e dores entre colchetes são preenchidas pela célula conforme o CRM da semana.
Ancorar a trajetória do empresário que gera emprego
Para quem não conhece Ataídes além da política — apresentar o realizador que já entregou resultado.
Ataídes em ambiente de trabalho/obra ou diante de uma empresa geradora de emprego na região [REGIÃO].
O Realizador resolvendo problemas reais
Mostrar competência de gestão contra o desperdício da velha política, com foco em saúde e serviços.
Câmera parada, leve aproximação, olhar firme, mangas dobradas. Insert do hospital/serviço da região.
Engajamento algorítmico extremo
Gerar comentários em massa para baratear o tráfego pago. Quebra do padrão formal.
Estilo selfie na rua ou no comércio local, dinâmico, quebrando o padrão formal.
O "dedo na ferida" — dark social
Gerar compartilhamentos indignados no WhatsApp. Indignação contra a corrupção e o abandono, canalizada.
Cortes rápidos. Começa com imagem do interior/estrada/obra parada e corta para Ataídes firme. Trilha tensa.
Fechar o funil e lotar o CRM
Captar contatos via link e levar o eleitor para a comunidade de WhatsApp da região.
Ataídes em mesa de trabalho com mapas do Tocantins ou tablet. Ar de liderança executiva. Trilha de convocação.
O mesmo vídeo, mirado por psicologia
Produzir é metade do trabalho; distribuir é a outra. Cada formato é impulsionado para a coorte que ele mais converte, na plataforma onde ela vive — com 70% do orçamento inicial concentrado nos persuadíveis.
Métrica de barateamento. O V03 (Escuta) roda primeiro para gerar comentários — sinal de engajamento que reduz o CPM dos demais formatos da mesma região na sequência da semana.
A comunidade que retroalimenta a fábrica
As 6 comunidades regionais não são só destino — são fonte. As demandas levantadas ali viram o banco de pautas que alimenta os roteiros da semana seguinte. O pipeline é um ciclo fechado.
O conteúdo gera entrada na comunidade (GOTV, Gerber & Green, 2000); a comunidade gera dado classificado; o dado gera o próximo conteúdo. É um ciclo de responsividade que torna cada semana mais precisa que a anterior.
Link rastreável leva o eleitor à comunidade da sua região.
Boas-vindas do candidato + enquete regional levantam demandas reais.
Cada demanda é classificada por cidade, problema e termômetro de indignação.
O dado classificado vira a pauta dos roteiros da semana seguinte.
Segmentação rígida
Um eleitor de uma região nunca é incluído na comunidade de outra. A regionalização que vale para o conteúdo e o tráfego vale também — e principalmente — para o CRM. Isso mantém a conversa local e o dado limpo.
O que se mede todo dia
A fábrica só funciona com leitura diária. O painel cruza produção, distribuição e CRM — e dispara ajuste na pauta sempre que um indicador sai da meta.
| Estação | Indicador-mestre | Gatilho de ajuste |
|---|---|---|
| Produção | 30 vídeos entregues e aprovados no checklist. | < 30 → revisar captação em bloco. |
| Distribuição | Retenção de 3s e CPM por coorte/região. | Retenção baixa → trocar gancho. |
| Engajamento | Volume de comentários no V03. | Pouco comentário → reformular pergunta. |
| Conversão | Entradas nas comunidades via V05. | Queda → reforçar CTA e link. |
| Inteligência | Demandas tagueadas por cidade/problema. | Pauta repetida → buscar nova dor. |
O nível operacional da máquina: produção em escala industrial, distribuição segmentada e loop de inteligência. Documento interno de trabalho · versão 1.0 · confidencial, uso restrito à célula de conteúdo. Complementa o Plano Macro; sujeito à legislação eleitoral vigente.








